Avaliar riscos psicossociais não significa simplesmente aplicar um questionário, gerar um gráfico e entregar um relatório. A coleta é uma parte do processo. Depois de identificar o que está acontecendo, é preciso transformar evidência em uma avaliação profissional e seguir até a ação, o acompanhamento e a reavaliação.
1. Identificar evidências
As informações podem vir de diferentes fontes e métodos, escolhidos de acordo com a realidade da empresa e da equipe. Quando a coleta quantitativa é adequada, o MySelf NR-1 utiliza o HSE Indicator Tool (HSE-IT) completo. A metodologia também prevê aprofundamento qualitativo estruturado, inclusive individual quando o contexto exige maior proteção.
O ponto central: uma resposta, um percentual ou um relato não “vira risco” sozinho. Primeiro é evidência.
2. Organizar e compreender o contexto
O MySelf NR-1 preserva a origem da evidência e permite relacioná-la ao contexto do trabalho. Quando existem fontes diferentes, elas podem ser analisadas em conjunto sem apagar a origem de cada uma. A triangulação serve para aprofundar a leitura; ela não autoriza o sistema a fabricar uma conclusão.
3. Avaliar o risco
A decisão técnica é humana. A profissional avalia e aprova severidade e probabilidade. O sistema aplica a matriz 5×5 e calcula o resultado de forma consistente.
A Sofy pode ajudar a organizar informações e sugerir caminhos, mas não aprova a decisão técnica, não substitui o julgamento profissional e não transforma automaticamente evidência em perigo ou nível de risco.
4. Definir e executar medidas
Depois da avaliação vem a pergunta prática: o que será feito sobre isso? O plano de ação conecta o risco avaliado às medidas definidas, aos responsáveis, aos prazos e à forma de acompanhamento.
5. Acompanhar a eficácia
Gerenciamento não termina quando a medida é registrada. É preciso acompanhar a execução e verificar se ela funcionou. O MySelf NR-1 foi desenhado para preservar esse histórico de acompanhamento e eficácia.
6. Reavaliar
Se o contexto muda, se a medida não funciona como esperado ou se um novo ciclo começa, a avaliação precisa ser revista com base em fatos novos. O histórico anterior permanece preservado; uma nova avaliação não apaga a anterior.
7. Documentar e preservar a história
O valor documental não está apenas em ter um PDF. Está em conseguir reconstruir o caminho entre a evidência, a avaliação, a decisão, a ação e o acompanhamento. O MySelf NR-1 utiliza recursos de rastreabilidade e cadeia de versões para preservar essa história técnica.
Isso não cria blindagem jurídica e não garante resultado em fiscalização ou processo. Ajuda a tornar o gerenciamento mais verificável, coerente e reconstruível.
Então qual é o objetivo?
O objetivo não é produzir um “score de saúde mental” nem investigar diagnósticos individuais. É identificar e gerenciar condições relacionadas ao trabalho que podem gerar riscos ocupacionais.
NR-1 vigente, Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1 (MTE, 2026) e metodologia vNext do MySelf NR-1.